segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cardiff (País de Gales), Manchester e Liverpool (Inglaterra)

Próxima viagem chegando!!! Depois de um tempo afastado do blog tentando me acostumar com essa nova vida aqui em Londres, só vim fazer uma comunicação rápida; as olimpíadas estão chegando (sério?) e não sei se você sabe mas apesar de ser em Londres muitos jogos de futebol vão acontecer em várias cidades em todo o Reino Unido, então comprei uns bilhetes e vou fazer um mini tour pra assistir dois jogos da Seleção Brasileira. Na volta à Londres tenho um bilhete pro vôlei masculino também.
Então vai ser assim:
Dia 26/07 estou indo pra Cardiff, capital do País de Gales, nesse dia tem Brasil x Egito (Futebol Masculino), fico o dia 27 lá e à noite vou pra Manchester assistir Brasil x Bielorrússia, futebol também.
Depois desse último jogo e aproveitando que Liverpool fica à uma hora de Manchester, passo o dia 30 na terra dos Beatles.
E dia 31 tenho ingresso pro jogo Brasil x Rússia (Vôlei Masculino), já em Londres.
Como não poderia deixar de ser muitas novas histórias e fotos estão por vir, então até mais!!

P.S.: Sei que ainda tenho que finalizar as histórias da viagem pra Israel e Egito, em breve estarei postando aqui também.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Outras Viagens: Israel e Egito - Parte 2 e Palestina


Muro das Lamentações
Entrar em países que vivem em uma situação de tensão como é o caso de Israel não é assim tão fácil e pra um mochileiro que gosta de viajar sem reservas de hotel e sem dinheiro do país que vai visitar é pior ainda… Ainda assim acho que mandarem SEIS oficiais diferentes pra me fazer as mesmas perguntas chega a beirar o ridículo mas foi o que aconteceu. O discurso deles era esse: Porque eu estava ali, onde eu ia ficar, quanto dinheiro eu tinha, que dia eu ia embora, pra onde eu ia depois?
Todas as vezes respondi da mesma forma, com a mesma educação da primeira. Estava ali pra conhecer o país, como turista, não tinha reserva de hotel mas tinha vários endereços de locais pra dormir, não tinha dinheiro do país mas tinhas euros, francos suiços (onde fiz uma escala que contarei depois), cartão de banco e que assim que eles me liberassem iria sacar dinheiro em um caixa eletrônico, pretendia ficar mais ou menos uma semana e depois iria pra Jordânia, Síria e Líbano. Ao fim de 2 semanas estaria em Tel Aviv pra pegar o avião que me levaria embora.
Nesse momento da viagem eu tinha decidido não ir ao Egito.
Como eu relatei antes pra poder entrar na Síria e no Líbano não poderia ter meu passaporte carimbado em Israel.
E cinco das seis vezes que me entrevistaram sempre fiz esse pedido, e cinco das seis vezes me disseram que não haveria problema. Na sexta vez, já cansado depois de 4 horas no aeroporto, me esqueci de fazer esse pedido e 5 minutos depois dessa última entrevista vem um oficial com o meu passaporte dizendo que eu poderia ir. Estava Liberado! Fiquei tão contente na hora que nem me dei conta que eles haviam carimbado meu passaporte, só fui ver isso quando enfim passei a imigração e naquele momento minha ida pra Síria e Líbano ficava automaticamente cancelada.
Um sentimento de frustração era inevitável. Restava colocar os problemas pra trás e aproveitar as próximas 2 semanas entre Israel e Jordânia.
Jaffa Gate
Saí do aeroporto e fui pra rodoviária de Tel Aviv e peguei o primeiro ônibus pra Jerusalém, cheguei lá já escurecia e ainda tinha que achar um lugar pra dormir, quando cruzando o famoso Jaffa Gate, um dos portões de acesso à cidade antiga de Jerusalém, escuto dois brasileiros conversando, um homem e uma mulher. Eu estava super cansado e a minha primeira reação foi passar direto, caminhei mais uns 50 metros quando decidi voltar e falar com eles e esse momento mudou toda a viagem, assim conheci duas pessoas fantásticas, dois grandes amigos que tornaram essa viagem muito mais divertida. A Eliana de São Paulo e o Alexandre de Nova Friburgo/RJ. Mas o interessante é que eu nem fiquei com eles ali nesse dia, perguntei se conheciam um hostel onde eu pudesse ficar, a Lica (Eliana) estava no Petra Hostel e o Ale em um outro perto da Damascus Gate. Como eu tinha boas referências do lonely planet (famoso guia de viagem) de um outro hostel decidi não acatar as dicas deles, dormi uma noite no tal hostel indicado, não gostei e no outro dia em frente ao Petra Hostel encontro eles de novo. Destino? Coincidência? Chame como quiser mas a verdade é que a partir daí não nos largamos mais! Mudei pro Petra e eles se tornaram os companheiros de viagem em Jerusalém.
Um trecho da Via Dolorosa
No fim do dia acabamos em um pizzaria na Via Dolorosa, pra quem não sabe é o trajeto que Cristo percorreu carregando a cruz, o dono se chamava Miguel Angél, era uma figuraça meio árabe meio equatoriano, que falava espanhol, fazia as pizzas do jeito que a gente quisesse e se tornou nosso amigo também.
Eliana, Miguel Angél, um ajudante dele, Alexandre e Eu
Inevitavelmente, visitar Jerusálem é um acontecimento ligado à religião. Eu não sou um cara muito religioso, não tenho muito conhecimento bíblico e a primeira vez que fui andar sozinho por Jerusalém, já que a Lica tinha coisas pra fazer e o Ale estava em outro albergue, entrei na Basílica do Santo Sepulcro, perto do meu hostel, construída no local onde Cristo foi crucificado. Fiquei observando umas pessoas colocando a mão em uma pedra no chão e me dei conta que precisava de alguém que me explicasse o que significava aquilo e todas as outras dúvidas que com certeza iriam surgir e pela primeira vez nas minhas viagens decidi que precisava de um guia.
Ale, Lica e Eu na "nossa" pizzaria
Depois da Basílica comecei a procurar e sempre encontrava pessoas nada amigáveis que sabiam de alguém mas que me cobrava os olhos da cara pra uma ou duas horas por Jerusalém.
Lembrei então do Miguel, fui lá na pizzaria e depois de uma ligação dele já tinha uma conversa agendada praquela noite com um cara que também veio a se tornar um grande amigo, o Kais, um palestino que viveu em Paris muitos anos. Fomos tomar uma cerveja e fechei com ele por 3 dias, iríamos com o carro dele à Palestina, ao Mar Morto, Belém, algumas outras cidades históricas que ele me convenceu a conhecer e no terceiro dia faríamos um tour pelos principais locais de Jerusalém com direito às explicação dele, perguntas que eu quisesse fazer e tudo isso por um pouco mais do que os caras nas ruas pediam. Os almoços eram por minha conta mas como ele conhecia os lugares e era dali eu pagava pra nós dois pelo mesmo preço que tinha pago se fosse sozinho. E ainda eu poderia levar mais gente pelo mesmo preço, ou seja, se a Lica e o Ale quisessem ir comigo poderia rachar as despesas.
A pedra que as pessoas tocavam e que me fez procurar
um guia
Terminei o dia com mais uma animada visita à pizzaria do Miguel e na hora de ir embora ainda fomos numa espécie de confeitaria comprar uns doces típicos de Israel. O engraçado é que como estavam fechando, o cara só nos deu umas embalagens na mão e nos deixou entrar no balcão onde nos servimos à vontade, com direito a umas degustações extras, entre uma escolha e outra. Eu e a Lica fizemos a festa!
Então no outro dia cedinho partimos com o Kais pra Palestina, nosso primeiro destino do tour contratado.
Ale, Lica e Kais
Ainda não contei mas além da companhia ser agradável havia ainda um outro fator quase impossível, daquelas coisas que só acontecem em viagem. Bom, o Kais é palestino, até aí tudo normal, mas a Lica é de família judia e o Ale estudou para ser padre e depois desistiu.
Já se deram conta da situação? Eu tinha um muçulmano, uma judia e um cristão no meu círculo de amigos, que mais eu poderia querer pra começar a aprender sobre os lugares que estava visitando?
Engraçado também eram as divergências de opinião entre o Kais e a Lica a respeito do mesmo assunto e a certeza de que realmente Judeus e Palestinos tem um longo caminho pela frente até começarem a se entender.
Os árabes não conhecem o significado da palavra grátis
O convento ao fundo
Nossa primeira parada foi num mosteiro num desfiladeiro, o St George Monastery. Aqui o Alexandre aceitou a “receptividade” dos árabes que ofereceram um burro pra ele fazer o trajeto até o convento, foi engraçado o Ale tentando se explicar depois que não sabia que teria que pagar por isso. No fim e alguns “shekels” depois, (moeda israelense), ficou tudo bem.
Depois disso fomos num outro templo em Jericó, onde cristo foi tentado pelo diabo por 3 vezes, e tivemos um típico almoço palestino por lá mesmo. Jericó é considerada a cidade mais antiga ainda existente com 10.000 anos!
O dia terminou numa praia no Mar Morto, onde realmente não se consegue afundar por causa da altíssima salinidade da água. A sensação é indescritível.
O Alexandre conseguiu flutuar pela primeira vez na vida, já que ele não sabe nadar, então pra quem também não sabe e quer saber como é, a dica é essa: Venha ao Mar Morto!
O segundo dia não interessou à Lica e ao Ale então fomos só eu e o Kais pra umas cidades históricas da Palestina, uns sítios arqueológicos, mais um almoço espectacular num restaurante de um amigo do Kais e acabamos em Nablus, a primeira capital de Israel, (na visão palestina), onde eu comprei o meu cachecol igual ao do Yasser Arafat e que dias depois foi muito elogiado por uns palestinos nas ruas de Jerusalém.
O Domo da Rocha
No fim do dia, o Kais me disse que ia fazer uma coisa que não faz muitas vezes e me convidou pra ir jantar na casa dele em Jerusalém Oriental, aceitei o convite, claro, e assim pude conhecer a família do meu amigo palestino. E assim terminou mais um dia incrível por terras israelitas e palestinas!
E o dia a seguir era a cereja no topo do bolo! Iríamos finalmente fazer o tour guiado por Jerusalém e acabaríamos o dia com uma visita à Belém, onde Jesus nasceu!
Já na companhia da Lica e do Ale acordamos cedinho, café da manha no hostel, com o Ale de convidado/intruso, já que ele estava em outro hostel e, conforme combinado, encontramos o Kais num dos lugares mais incríveis e uma das edificações mais bonitas que eu já tive a oportunidade de visitar: A Mesquita de Al-Aqsa ou Domo da Rocha. Este é o local mais sagrado do Judaísmo, já que acreditam que aqui, mil anos antes de Cristo, (e antes de existir a mesquita), Salomão tenha construído o primeiro templo. É também o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos depois de Meca e Medina, na Arábia Saudita. Já dá pra entender porque Israel e Palestina não se entendem, afinal eles brigam pelo mesmo lugar sagrado e muito da discórdia desses dois povos tem a ver com este local aqui.
Essa rampa é o acesso ao único portão que pode ser usado
por um não muçulmano que queira visitar a mesquita
Hoje em dia Jerusalém está sobre domínio israelita mas este local é controlado pelos muçulmanos.
O motivo pelo qual tivemos que encontrar o Kais aqui dentro é porque só é permitida a entrada de não muçulmanos em dias específicos e através de um único portão de acesso ao local. Os muçulmanos entram por todos os outros.
Depois da mesquita fomos a um hospital europeu, suíço, se me não me engano, bem no centro de Jerusalém. O lugar mais parecia um hotel e o Kais quis ir ali pra gente continuar a nossa conversa sobre Jerusalém com um café nos jardins do hospital. Depois subimos ao teto onde tínhamos uma vista privilegiada de toda a cidade, o que facilitava a explicação. Foi uma ótima maneira de começar o dia.
Eu e Kais
Dali seguimos pra Basílica do Santo Sepúlcro e finalmente pude entender porque as pessoas tocavam a tal pedra que me fez procurar um guia, lembram? Afinal a pedra foi onde o corpo de Cristo foi lavado depois de ser retirado da cruz, por isso o ritual das pessoas.
O nosso almoço foi húmus, pra quem não sabe é talvez o prato mais típico deles, uma pasta feita com grão-de-bico que se come com pão árabe. Delicioso!
A vista do teto do hospital
Depois do almoço, conforme eu tinha combinado com o Kais, ele nos levou pra fazer compras de souvenirs e presentes pra família e teve que nos deixar por causa de um compromisso dele. Combinamos de nos encontrar no fim do dia pro nosso último destino, Belém, onde Cristo nasceu.
No restaurante do melhor húmus de Jerusalém
Ficamos então com umas horas livres só eu a Lica e o Ale, fomos tirar umas fotos pela cidade, no bairro judeu e no monte das oliveiras. Nos despedimos da Lica que ela ia no outro dia pra Jordânia, que quase foi o meu próximo destino mas… Enquanto eu estava em Israel as notícias de que o Egito estava calmo depois da queda do governo me fez repensar se não seria possível fazer a minha tão sonhada visita às pirâmides e decidi que iria tentar.
Iria pra Eilat no sul de Israel e fronteira com o Egito e a Jordânia, iria fazer uma última tentativa de pedir o visto pro Egito, se fosse negado cruzaria a fronteira pra Jordânia pra visitar Petra. Nessas conversas o Alexandre decidiu me acompanhar rumo ao Cairo!
Mas antes, já sem a Lica, fomos à Belém eu, o Ale e o Kais. Conhecer o local onde Jesus nasceu e também o muro que Israel está construindo entre eles e a Palestina.
Na volta deixamos mais um amigo pra trás, e nos despedimos do Kais.
Era nosso último dia em Jerusalém, no outro dia estaríamos de partida pra Eilat.
Belém e o muro entre Israel e Palestina
O Local onde Cristo nasceu
A estrela de prata marca o local exato onde Jesus nasceu

O muro à noite
Rumo ao Egito ou Jordânia? Não sabíamos mas com certeza muita coisa interessante ainda estava por vir…
A parte do Egito vou contar no próximo post ok? Então até a próxima!

Fotos da Viagem:
Jerusalém e Palestina

domingo, 8 de abril de 2012

Outras Viagens: Israel, Egito e, quase de graça, a parte francesa da Suíça

Grande parte das viagens que eu fiz aconteceram na Europa que desde sempre eu queria conhecer, foi pra isso que eu mudei pra Lisboa em 2002.
Acho que é quase impossível uma viagem acontecer totalmente conforme o que estava previsto mas viajar pela Europa acaba por ser fácil, já que (quase) tudo é organizado, as pessoas, na maioria dos países, falam inglês, mesmo quando não é a língua natural, e as cidades são muito turísticas, muito visitadas e consequentemente preparadas pro turismo.
Já tive diversos problemas em viagem, o que é normal, e muitas vezes acaba até por ser divertido as roubadas que acontecem, mas a viagem mais complicada que eu já fiz até agora definitivamente foi quando eu decidi sair do eixo europeu e fui pra Israel e pro Egito; mas foi uma das mais legais também!
Sempre que eu posso tento escolher a melhor época do ano pra viajar pros países que visito; nessa decisão entram vários fatores mas pra mim o clima é um muito importante e os países do Oriente Médio tem a sua temporada alta no forte do verão, mas lá “forte do verão” significa temperaturas de 50°C, é muito calor!
Inicialmente eu tinha decidido tirar férias em Abril já que minhas pesquisas davam como o melhor mês pra ir pra lá, não era alta temporada, não teria um fluxo de turistas muito forte e as temperaturas eram amenas, nem frio, nem calor demais.
Meu patrão da época, italiano, malandro, sabendo que em Abril começa a ter mais trabalho em Lisboa me diz: “Abril não pode, vai em Março, o Egito é bom em Março”, até parecia que ele era um expert em Egito… Mas fazer o que? Assim ficava decidido o mês das minhas férias.
A minha idéia inicial era ir pro Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Israel nessa ordem. Israel estava estrategicamente no fim da viagem porque, não sei se você sabe, mas a Síria e o Líbano não permitem a entrada de quem tenha qualquer indício de passagem por Israel.
Então foi assim que eu programei tudo, iria sair de Lisboa, onde eu morava nessa época, e na parte aérea entraria por Hurghada (Egito) e sairia por Tel Aviv (Israel), o restante da viagem seria todo feito por terra.
Comprei as passagens de avião e logo depois já começaram os primeiros problemas: Uns dias depois que eu comprei a passagem estorou uma revolta na Tunísia, o que viria a ser o começo de uma série histórica de revoluções populares no Oriente Médio, que derrubou os ditadores da Tunísia e Egito, acabou com a morte do também ditador da Líbia e no momento que escrevo a Síria ainda sofre com uma sangrenta revolução que também pretende derrubar o governo. Naquela mesma época a Jordânia também passou por turbulências mas a situação logo acalmou, e assim se mantém, pelo menos por enquanto.
Quem me informou dos problemas na Tunísia foi meu patrão quando, com as passagens compradas, fui confirmar minhas férias com ele. Ainda me lembro que pensei comigo, “ok, eu não vou pra Tunísia, então não tem problema”, mas o êxito dos Tunisianos em derrubar o governo acabou por “inspirar” o povo egípcio a também se rebelar contra uma ditadura que já durava 30 anos! E eu com tudo já planejado! E super empolgado por finalmente estar indo pra lá; não comentei ainda mas uma das minhas viagens de sonho era conhecer o Egito, com toda a sua história, cultura e, claro, as Pirâmides…
Mas já que na Tunísia a queda do governo acalmou o país instantaneamente, eu ficava torcendo pra que a situação no Egito se resolvesse logo e me recusava a cancelar a viagem, apesar dos conselhos dos amigos e colegas de trabalho e dos pedidos (quase) desesperados da família.
Uma certa noite, depois do trabalho, vejo no meu e-mail uma mensagem da Easyjet, a companhia aérea que eu tinha comprado as passagens, simplesmente cancelando o trecho pro Egito em virtude da instabilidade do país naquele momento, ou seja, pra alívio de todos e pra minha frustração, eu não iria mais pra lá e as Pirâmides se tornavam um sonho distante.
Como consequência disso, outro problema; eu teria que entrar por Israel, já que as outras passagens aéreas com saída de Lisboa eram muito caras.
Lembram que a Síria e o Líbano não permitem a entrada de turistas que tenham antes passado por Israel? Pois é, na verdade essa informação está incompleta; Israel, sabendo dessa situação, as vezes emite o visto numa folha a parte e portanto quando a gente deixa o país pode simplesmente jogar esse visto fora (ou esconder bem), não restando nenhum indício de que passamos por lá. Mas essas informações não eram muito precisas na internet e depois de muitas pesquisas cheguei a conclusão que realmente existia esse procedimento mas não era possível ter a certeza que meu passaporte não fosse carimbado e eu ficasse impedido de visitar a Síria e o Líbano.
Eu teria que arriscar, e assim foi… Por imposição da Easyjet mudei minha passagem de ida do Egito pra Israel. Dessa forma a ida e a volta seriam por Tel Aviv, seguindo depois pra Jordânia, Síria e Líbano.
Bye, bye Egito!
Junto com essa confusão toda um motivo pessoal, e que por ser pessoal não será tratado aqui, me fez decidir que as minhas férias que estavam programadas pra ser 35 dias pelo Oriente Médio agora seriam só 15, os outros 20 dias eu estaria no Brasil. E com isso mais uma alteração em planos, rotas e passagens!
E a quase certeza de que não haveria tempo pra fazer todos os países que eu havia programado.
Você está confuso? Que bom, se você está se sentindo confuso só de ler esse relato imagina eu vivendo e resolvendo essas situações que foram surgindo uma atrás da outra. Mas relaxa, se está confuso é porque está entendendo. É essa mesmo a sensação que eu quero passar…
Continuando… Quando viajo em baixa temporada prefiro não fazer reserva dos lugares onde vou dormir, já que o fluxo de turistas é baixo e assim posso ficar mais dias ou menos dias nas cidades por onde passo conforme o meu interesse, sem ficar preso a reservas pré-agendadas. Outro hábito que eu criei foi não levar dinheiro dos países que eu visito, chegando lá vou num caixa eletrônico e saco diretamente na moeda do país evitando despesas de câmbio desnecessárias. Mas em Israel esse meu sistema de viajar me trouxe mais um grande problema.
Mas como esse post já vai ficando um pouco longo vou continuar num próximo ok?
Mas se você leu até aqui já reparou que nesse ponto cheguei em Israel certo? Na verdade estou no Aeroporto Internacional Ben Gurion em Tel Aviv pedindo autorização para entrar em Israel e os oficiais de imigração irão se mostrar nada amigáveis.
Se quiser saber como essa viagem continua volte dentro de alguns dias pra parte 2 da minha ida à Israel e Egito.
E pra quem está se perguntando, “mas ele não tinha cancelado a viagem pro Egito?”, “e onde entra a Suíça nisso tudo?”. Pois é, tem muito ainda pra contar… Até breve!

sábado, 7 de abril de 2012

Outras Viagens


Todas as vezes que eu viajei pra qualquer lugar do mundo, a internet sempre foi uma fonte de informações importantíssima, já conhecí muitos outros viajantes que simplesmente compram a passagem e no dia marcado viajam, pouco fazem antes da viagem acontecer.
Eu já prefiro coletar o máximo de informações possíveis sobre os meus destinos e uma das melhores fontes sempre são os sites ou blogs de outras pessoas que já foram pra onde eu pretendo ir.
O Morando na Mochila é um projeto de uma futura volta ao mundo mas eu já estou na estrada a um bom tempo. Viajei muito menos do que gostaria mas acho que posso dizer que também viajei mais do que a maioria das pessoas; e essas viagens serão relatadas aqui no blog com o intuito de ajudar outros que busquem informações sobre os destinos por onde já passei. É uma espécie de devolução e agradecimento a todas as informações que eu já arranjei na rede.
Conforme já foi dito aqui, estes relatos estarão sempre sob a tag “Outras Viagens”.
Inicialmente eu havia pensado em contar as viagens anteriores por uma ordem cronológica, tipo, desde a primeira viagem que eu fiz até a última, em sequência, mas achei que talvez fosse mais interessante ir contando aleatoriamente.
Então vamos estrear o “Outras Viagens” com uma que aconteceu em Março de 2011, a mais complicada de todas que eu já fiz! E assim o próximo post será sobre a minha ida à Israel e ao Egito!
Vamos Juntos?