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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Outras Viagens: Israel e Egito – Parte 3 e Suíça


Já não era sem tempo de finalizar os posts sobre a minha viagem à Israel, Palestina, Egito e Suíça que eu comecei a contar em abril desse ano. Esta é a terceira e última parte sobre essa viagem; pra quem não leu os posts anteriores, eles podem ser encontrados AQUI e AQUI.
Então, o capítulo final dessa trilogia…

Se você olhar no mapa aí ao lado, no sul de Israel tem uma cidade chamada Eilat e muito próximas dali ficam Taba (que não aparece no mapa), no Egito e Aqaba, na Jordânia, portanto uma tríplice fronteira.
Eu e o Alexandre, que conheci em Jerusalém, partimos de lá de ônibus até Eilat pra solicitar o visto de entrada no Egito, se você leu os textos anteriores já sabe que visitei estes países logo após um período conturbado no Oriente Médio, se bem que, sejamos francos, períodos tranquilos são raros por aqueles lados, mas enfim, um período mais conturbado que o normal e que culminou, entre outras coisas, com a queda do Presidente do Egito, Hosni Mubarak.
Em função disso e da instabilidade no Egito naquele momento, não era possível ter a certeza de que nós seríamos autorizados a entrar. Caso o visto fosse negado, o “Plano B” era ir para a Jordânia, visitar Petra; nada mau mas como eu também já comentei, o Egito e as Pirâmides sempre foram pra mim um daqueles destinos pra chamar de “A Viagem”. O outro é a Rússia que, infelizmente, ainda espera a vez.
Chegando em Eilat, uma coisa inusitada, saímos da rodoviária, era noite, e como não tínhamos lugar pra ficar, começamos a caminhar pela pequena cidade procurando, quando passado uns 5 minutos me dei conta que não tínhamos recolhido nossas bagagens no bagageiro do ônibus! Voltamos correndo pra rodoviária pra encontrar o motorista olhando com cara de quem não tava entendendo nada pra minha mochila e para as coisas do Ale! Mas tava tudo lá, intacto.

Eilat
Refeitos do susto, encontramos um hostel e no dia a seguir fomos logo cedo ao Consulado do Egito e de toda a confusão dessa viagem até que obter o visto não foi tão difícil, o único senão foi que, conforme o funcionário nos disse, a comunicação com o Cairo estava complicada naquele momento e o visto estava levando 24 horas para ser emitido, o que nos deixou com o resto do dia todo pra conhecer Eilat.
Eilat é uma cidade resort, com um aeroporto bem no meio, entre as praias e o centro, é estranho porque você vem do seu hotel ou onde quer que esteja ficando e tem que fazer a volta no aeroporto pra alcançar a praia, mas tudo bem, pra quem gosta de lugares tranquilos e aproveitar o mar é um lugar legal. À noite, conhecemos duas alemãs, a Janka e a Doris, na verdade, conhecemos melhor, porque no dia que estávamos deixando o Petra Hostel, em Jerusalém, elas estavam na recepção; falamos um pouquinho lá mas tínhamos que ir, nem descobri que elas viriam à Eilat um dia depois da gente e por coincidência ficaram, de novo, no mesmo hostel. Elas estavam em Eilat com destino à Jordânia, já que o Egito era “impossível de visitar naquele momento”, afinal não era bem assim…
No dia a seguir, depois de ter dormido muito pouco, voltamos ao Consulado ainda com a incerteza se obteríamos a autorização pra entrar no Egito mas chegando lá os nossos passaportes estavam prontos! Estávamos finalmente liberados rumo ao Cairo!

Cruzando o deserto de Taba ao Cairo
Cruzamos a fronteira entre Eilat e Taba e fomos pra rodoviária mas o ônibus pro Cairo iria demorar 3 horas pra sair, foi quando apareceu o Hassam, um motorista egípcio que tinha uma caminhonete e nos ofereceu “carona”. Depois de uma longa negociação, onde a cada negativa nossa ele baixava o preço, decidimos ir com ele e foi outra parte legal da viagem. No começo ficamos meio com receio porque afinal estaríamos cruzando o deserto, numa viagem longa, com pessoas estranhas, mas no fim o Hassam se tornou mais um amigo e apesar de ele falar inglês muito mal, nos entendemos muito bem. Engraçado que ele queria trocar tudo que era nosso por outras coisas dele, tentou a minha câmera por um celular velho e ofereceu os óculos de sol dele pelo Ray Ban do Ale, dizia que era “good quality” e o Alexandre nem precisava dar nenhuma volta pra ele, era “toma lá, dá cá”… A viagem durou um dia inteiro, saímos de Taba antes do almoço e chegamos no Cairo à noite, o caminho era uma estrada no meio do deserto, no meio do nada, mas toda a mudança da luz ao longo do dia, até a hora do pôr do sol no deserto eu nunca mais vou esquecer.
Chegando no Cairo o Hassam instruiu em árabe um outro rapaz a nos levar até a estação de metrô mais próxima, dali fomos ao centro procurar hostel pra ficar.

As Pirâmides de Gizé
Já instalados conhecemos o Andreas, um alemão e o Zheng, um chinês e combinamos de visitar as Pirâmides todos juntos logo cedo no outro dia. E assim foi, queríamos chegar até Gizé, onde ficam as Pirâmides utilizando o transporte público, ao invés de pagar os preços absurdos que eles cobram do turista pra uma viagem do Cairo até lá. Confesso que dessa vez não estava muito bem preparado, já que durante o planejamento todo dessa viagem o Egito havia sido excluído do roteiro, como já contei nos textos anteriores, mas o Andy tinha muita informação e acabou por ser fácil chegar até lá com ele.
E então é isso! Finalmente eu estava em um dos lugares que desde sempre quis visitar, uma das sete maravilhas do mundo antigo, aliás a mais antiga delas e a única que ainda existe, fotos nunca conseguem ser melhores que os lugares vistos ao vivo, e realmente nenhuma foto que eu havia visto antes conseguiu expressar a beleza e a intensidade daquele lugar.
A visita às Pirâmides se dá por um caminho em que você vai fazendo a volta a elas até alcançar a esfinge, então inevitavelmente você vê as Pirâmides por todos os ângulos possíveis, um melhor que o outro, confesso que depois de todos os problemas dessa viagem, ao chegar lá até me afastei um pouco dos outros, de tão emocionado que eu estava.

Eu, Andreas, Zheng e Alexandre
Depois da caminhada até a esfinge, decidimos ir deserto adentro em direção à um morro distante em busca de uma foto com as 3 Pirâmides principais juntas, chegando lá encontramos um grupo de policiais descansando e depois de um pouco de conversa até andamos no camelo deles, ou seja, andamos na viatura da polícia; ao voltar entramos na Pirâmide maior, a Quéops e ao sair senti que meus amigos estavam meio acelerados demais já quase tomando o caminho da saída e acabei por os convencer a sentar na entrada da Pirâmide e curtir um pouco mais aquele lugar, provavelmente nunca mais voltaríamos alí. Acabamos ficando quase uma hora sentados na Pirâmide, conversando, vendo as pessoas passearem de camelo e muitas famílias de egípcios, as mulheres com suas burcas, fazendo pic-nic e tão deslumbrados quanto qualquer um de nós.
Ao voltar para o Cairo, saímos do metrô na Praça Tahrir, bem no centro da cidade e próximo ao nosso hostel. A Praça Tahrir foi o local onde aconteceram as manifestações que derrubaram o governo e naquele dia acontecia uma comemoração pela vitória na revolução. Comemos algo muito rápido e eu e o Alexandre só falávamos em ir pro meio da festa, já o Andy e o Zheng não nos acompanhariam porque diziam que era perigoso, afinal poucos meses atrás muitas pessoas perderam a vida exatamente nessa mesma praça (o Presidente Mubarak, depois de deposto, foi julgado e condenado à prisão perpétua pela morte de 850 manifestantes durante os protestos). No fim não teve nada de perigoso, afinal ao longo da revolução até mesmo o exército se voltou contra o Presidente, ninguém mais aguentava a situação de corrupção e miséria vivida pelo povo egípcio depois de 30 anos de ditadura, foi uma festa fantástica e eu trabalhando como garçom na Europa já tive a oportunidade de atender alguns egípcios depois disso e ao comentar que visitei o Egito logo após a revolução e que participei de uma das festas da comemoração na Praça Tahrir, sempre faz eles me olharem de outra forma e causa uma empatia imediata entre a gente!

No meio da festa, aconteceu uma coisa que começou por ser complicada mas acabou mais do que bem; eu estava fazendo um monte de fotos, quando vi uma menina em cima de um tonel de lata, enrolada numa bandeira do Egito, quando me preparava pra bater essa foto fui interpelado por um rapaz com cara de poucos amigos reclamando que eu estava tirando foto sem permissão, no que ele tinha toda razão, pedi mil desculpas mas ele ainda continuava bastante chateado e me perguntou porque eu estava tirando fotos, se eu era jornalista? Respondi que não, que era um turista brasileiro (ser brasileiro sempre ajuda nessas situações já que todo o mundo parece nutrir um carinho especial pelo nosso país) e que estava muito contente por visitar o Egito naquele momento histórico e só achei que uma menina jovem enrolada na bandeira do país era uma bonita foto e um símbolo de renovação e de um futuro melhor que estaria por vir. Não sei se foi o fato de ser brasileiro ou se foi a minha argumentação mas ele mudou completamente a partir dali, começou a me contar como foram os meses de revolução e como todos estavam contentes e realmente esparançosos de que um novo Egito, muito mais justo, nascia após a “Revolução do Povo”, como ele chamou. Então me disse que ele iria subir no tonel e que eu poderia fazer a foto dele e “da mulher dele” juntos, se eu quisesse. A foto é essa aí ao lado!
No dia a seguir fomos visitar o Khan el Khalili, o Souq (mercado) do Cairo, muito legal é um lugar onde você encontra tudo o que pode imaginar e lá me senti uma celebridade; estava perguntando preços de souvenirs pra comprar pra família e amigos, quando um monte de meninas se aproximaram e começaram a conversar num inglês muito bom, talvez o melhor inglês que ouvi no Cairo, depois de um tempo elas começaram a pedir pra tirar foto comigo usando seus celulares, uma a uma, todas tiraram foto e no fim eu disse ok! Agora eu quero uma foto de vocês e depois uma foto com todas vocês, foi engraçado!


No mais, não posso deixar de comentar a visita ao Museu do Cairo, infelizmente é mais um desses lugares onde não é permitido tirar fotos do interior, lá eles inclusive retém a câmera fotográfica durante o período que você está visitando o museu.
Você já deve ter ouvido falar de Tutankhamon, certo? Ele foi um faraó do Egito e é muito famoso, mas talvez o que você não saiba é que ele é famoso não por ter sido um grande faraó e sim porque a tumba dele foi encontrada intacta em Luxor e todo o espólio foi transferido para o Museu do Cairo, sem dúvida nenhuma é a parte mais impressionante do museu que também conserva múmias de outros faraós importantes e tesouros egípcios diversos, e eu acho que é inaceitável visitar o Cairo e não ir a esse museu.
Por falar em Luxor esse foi o nosso próximo destino, compramos um bilhete de trem noturno Cairo-Luxor e na minha última noite no hostel no Cairo ainda fiz mais uma alteração no roteiro dessa viagem. Eu deveria voltar à Tel Aviv, em Israel, pra pegar o avião que me levaria de volta à Lisboa onde morava na época dessa viagem mas não tinha mais tempo pra isso, então mudei o retorno para um outro bilhete partindo de Sharm el Sheik, a última cidade que eu visitaria no Egito.

Luxor e o Rio Nilo

Luxor é uma pequena cidade próxima do Vale dos Reis, onde vários faraós construíram suas câmaras mortuárias. Nos arredores da cidade ficam também os Templos de Karnak e de Hatshepsut, que visitamos.
No hostel de Luxor, conhecemos o Charles, um francês que estava fazendo uma mini volta ao mundo antes de assumir as empresas do pai na França. Ele foi à Polinésia Francesa, ao Chile e ao Egito, dali voltaria pra casa.

Charles, eu e Alexandre
Por falta de tempo não pude visitar Aswan e Abu Simbel mas fica aqui registrado que são também dois lugares que merecem a visita pra quem vem ao Egito.
O Roteiro inicial previa uma viagem de Luxor até Sharm el Sheik por ferry-boat que partia de Hurghada mas por causa da situação tensa que o país vivia esse serviço estava suspenso, tivemos que fazer o caminho de ônibus numa viagem de 18 horas! Tomei um comprimido para dormir e de madrugada fomos acordados pelo exército egípcio na estrada no meio do nada, acho que eles queriam verificar as bagagens dos  estrangeiros porque não vi nenhum egípcio sendo chamado a descer do ônibus; como eu estava sob o efeito de sonífero as minhas lembranças são como as de um sonho mesmo, me lembro de ter muita dificuldade de entender o que me pediam, depois que eles descobriram qual era a minha mochila, tive que abrir e mostrar tudo lá dentro com minha bagagem apoiada no chão de terra batida, estava em fim de viagem então tinha vários presentes cuidadosamente embrulhados, tive que abrir e mostrar tudo! Minha mochila chegou em Sharm el Sheik uma completa bagunça, sinceramente nem me lembro como essa confusão acabou, sei que nos liberaram e voltei a dormir.
De manhã estávamos em Sharm el Sheik e esse seria o último dia da viagem pra mim, o Alexandre ainda iria subir o Monte Sinai ali perto, antes de voltar pra Israel de onde saia o avião dele de retorno ao Brasil, mas eu não tinha mais tempo pra isso e então nos despedimos pra que ele pudesse fazer os arranjos necessários e eu estava sozinho nesse último dia.
Sharm el Sheik é, assim como Eilat, uma cidade resort e um dos principais destinos para mergulho sub-aquático no mundo e era pra isso que eu estava ali. Depois de ter mergulhado em Morro de São Paulo, na Bahia (Brasil), não poderia vir ao Egito e não mergulhar aqui também!
Mas numa viagem de confusões e problemas mas ainda assim fantástica, o que esperar do último dia? Confusões, problemas e um final fantástico…
Depois de andar um pouco pela cidade encontrei uma dessas escolas de mergulho assistido com uso do cilindro, fui à recepção e comecei a falar com um rapaz alemão que vim a saber que se chamava Friday; expliquei que estava ali e queria mergulhar, acertamos o preço (muito mais barato do que paguei no Brasil, aliás) e estávamos falando de horários pra fazer o tal mergulho, quando eu disse que só havia um problema: Eu queria mergulhar o quanto antes já que tinha vôo marcado às seis da tarde e precisava ir para o aeroporto logo após o mergulho.
Aqui a confusão começou, eu não sabia que devido à diferentes pressões atmosféricas no fundo do mar e no ar, é estritamente desaconselhável, até mesmo proibido, uma pessoa mergulhar e voar sem um intervalo de 24 horas entre uma atividade e outra, sob pena de ficar paralítico por exemplo; o Friday então se mostrou a pessoa ideal nessa situação, primeiro ele tentou me convencer a não mergulhar mas vendo que eu estava um pouco relutante ele então se apresentou como dono do lugar, me disse que visando o meu bem e a reputação da empresa dele ali eu não mergulharia, me explicou que devido aos problemas do Egito o turismo (e os negócios) estavam muito fracos e que se eu procurasse pela cidade encontraria outros locais, com donos menos escrupulosos que me permitiriam mergulhar mas ele recomendava que eu não o fizesse.
Diante dessa argumentação, caí na realidade e senti que realmente seria perigoso mergulhar naquele dia mas pensei “e se eu mudasse o meu vôo pra amanhã?”, então ele me forneceu a senha da internet deles de graça pra que eu pudesse tentar alterar o meu vôo, o que infelizmente não foi possível assim em cima da hora.
No final, mais uma vez o Friday se mostrou uma pessoa fantástica e vendo a minha tristeza me disse, “cara, tu tá num dos destinos mais paradisíacos do mundo, no mar vermelho, um belíssimo dia de sol; tá vendo aquelas esteiras de praia ali na frente? (a escola era à beira mar e bem em frente haviam essas esteiras que os hotéis de luxo costumam fornecer aos hóspedes), ele disse, essas esteiras pertencem à nós; tá vendo aquele rapaz ali vestindo uma camisa havaiana? Ele é nosso empregado; pega esse voucher, mostra pra ele que isso te dá direito à qualquer cocktail do menu ao lado das esteiras, aproveita o drink, o sol e o mar, deixa tua mochila aqui no meu escritório, no fim pode usar os nossos vestiários pra tomar um banho e pegar o teu avião; e quando puder voltar a Sharm el Sheik vem mergulhar com a gente; eu faço questão de ser o teu instrutor nesse dia! Acho que nem preciso dizer que ele não me cobrou nada por isso!
Então foi assim! Não pude mergulhar mas tive um super último dia à beira mar e toda essa história é a síntese dessa viagem recheada de imprevistos e mesmo assim, e talvez até por causa deles, inesquecível!
Depois do dia na praia, aeroporto, escala em Londres, uma noite lá e vôo pra Lisboa no outro dia bem cedo! Fim da viagem! Bem, mais ou menos porque um dia depois de aterrizar em Lisboa fui ao Brasil mas isso já é outra história...

Mas você talvez se pergunte, Cadê a Suiça? Bom, algumas vezes se você tem a intenção de visitar algum lugar, depois que checar os preços das passagens usando as companhias mais tradicionais, é sempre aconselhável checar as low cost também, se elas não voam direto tente dividir a sua viagem em duas, por exemplo, eu queria ir à Tel Aviv e os bilhetes que eu comprei, na verdade dois pra ida e dois pra volta, foram assim: Lisboa-Genebra, Genebra-Tel Aviv (na ida); Tel Aviv-Londres, Londres-Lisboa (na volta). Como vocês já sabem vários vôos foram mudados no decorrer da viagem mas o importante aqui é que com o preço que economizei por ter feito esta escala em Genebra, passei dois dias na Suíça Francesa de graça!
Visitei Genebra, Montreux, Vevey e Lausanne.
Como também sou músico, gostei muito de Montreux, cidade famosa pelo festival de jazz e lá também visitei o Château de Chillon que é o monumento mais visitado do país.
Vevey é também muito aconchegante.

Charles Chaplin e eu em Vevey na Suíça

Um dos meus artistas preferidos, o gênio Charles Chaplin, que era britânico mas vivia nos Estados Unidos estava sendo muito perseguido pelo chefe do FBI J. Edgar Hoover e pelo Macartismo, um movimento histórico americano anticomunista, liderado pelo Senador Joseph McCarthy e também chamado de “caça às bruxas”, onde durante as décadas de 40 e 50 vários artistas foram perseguidos alegadamente por serem comunistas. Então, em 1952 Chaplin foi ao Reino Unido para a estréia do filme “Luzes da Ribalta” em Londres e Hoover negociou com o Serviço de Imigração americano a revogação do visto de Chaplin que decidiu não voltar a entrar nos EUA e mudou-se para Vevey na Suíça. Lá viveu até vir a falecer em 1977 aos 88 anos; ele está enterrado junto com a sua última esposa Oona O´Neill Chaplin num pequeno cemitério da cidade.
Em 1972, Charles Chaplin foi aos Estados Unidos receber um Oscar Honorário; ele saiu do exílio pra receber esse prêmio e foi homenageado com a mais longa ovação em pé da história do Oscar, com uma duração total de 10 minutos.
Genebra é a cidade mais visitada da Suíça, com a capital Zurique em segundo lugar.
Bom era isso! Assim termina essa longa viagem recheada de boas lembranças, não costumo escrever textos tão longos que se tornam cansativos de serem lidos num formato de blog mas foi necessário pra finalizar essa história que o MnM começou a contar em abril.
Até a próxima viagem!

Fotos da Viagem:
Genebra, Montreux, Vevey, Lausanne, Eilat, Taba, Cairo, Gizé e Luxor

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Outras Viagens: Israel e Egito - Parte 2 e Palestina


Muro das Lamentações
Entrar em países que vivem em uma situação de tensão como é o caso de Israel não é assim tão fácil e pra um mochileiro que gosta de viajar sem reservas de hotel e sem dinheiro do país que vai visitar é pior ainda… Ainda assim acho que mandarem SEIS oficiais diferentes pra me fazer as mesmas perguntas chega a beirar o ridículo mas foi o que aconteceu. O discurso deles era esse: Porque eu estava ali, onde eu ia ficar, quanto dinheiro eu tinha, que dia eu ia embora, pra onde eu ia depois?
Todas as vezes respondi da mesma forma, com a mesma educação da primeira. Estava ali pra conhecer o país, como turista, não tinha reserva de hotel mas tinha vários endereços de locais pra dormir, não tinha dinheiro do país mas tinhas euros, francos suiços (onde fiz uma escala que contarei depois), cartão de banco e que assim que eles me liberassem iria sacar dinheiro em um caixa eletrônico, pretendia ficar mais ou menos uma semana e depois iria pra Jordânia, Síria e Líbano. Ao fim de 2 semanas estaria em Tel Aviv pra pegar o avião que me levaria embora.
Nesse momento da viagem eu tinha decidido não ir ao Egito.
Como eu relatei antes pra poder entrar na Síria e no Líbano não poderia ter meu passaporte carimbado em Israel.
E cinco das seis vezes que me entrevistaram sempre fiz esse pedido, e cinco das seis vezes me disseram que não haveria problema. Na sexta vez, já cansado depois de 4 horas no aeroporto, me esqueci de fazer esse pedido e 5 minutos depois dessa última entrevista vem um oficial com o meu passaporte dizendo que eu poderia ir. Estava Liberado! Fiquei tão contente na hora que nem me dei conta que eles haviam carimbado meu passaporte, só fui ver isso quando enfim passei a imigração e naquele momento minha ida pra Síria e Líbano ficava automaticamente cancelada.
Um sentimento de frustração era inevitável. Restava colocar os problemas pra trás e aproveitar as próximas 2 semanas entre Israel e Jordânia.
Jaffa Gate
Saí do aeroporto e fui pra rodoviária de Tel Aviv e peguei o primeiro ônibus pra Jerusalém, cheguei lá já escurecia e ainda tinha que achar um lugar pra dormir, quando cruzando o famoso Jaffa Gate, um dos portões de acesso à cidade antiga de Jerusalém, escuto dois brasileiros conversando, um homem e uma mulher. Eu estava super cansado e a minha primeira reação foi passar direto, caminhei mais uns 50 metros quando decidi voltar e falar com eles e esse momento mudou toda a viagem, assim conheci duas pessoas fantásticas, dois grandes amigos que tornaram essa viagem muito mais divertida. A Eliana de São Paulo e o Alexandre de Nova Friburgo/RJ. Mas o interessante é que eu nem fiquei com eles ali nesse dia, perguntei se conheciam um hostel onde eu pudesse ficar, a Lica (Eliana) estava no Petra Hostel e o Ale em um outro perto da Damascus Gate. Como eu tinha boas referências do lonely planet (famoso guia de viagem) de um outro hostel decidi não acatar as dicas deles, dormi uma noite no tal hostel indicado, não gostei e no outro dia em frente ao Petra Hostel encontro eles de novo. Destino? Coincidência? Chame como quiser mas a verdade é que a partir daí não nos largamos mais! Mudei pro Petra e eles se tornaram os companheiros de viagem em Jerusalém.
Um trecho da Via Dolorosa
No fim do dia acabamos em um pizzaria na Via Dolorosa, pra quem não sabe é o trajeto que Cristo percorreu carregando a cruz, o dono se chamava Miguel Angél, era uma figuraça meio árabe meio equatoriano, que falava espanhol, fazia as pizzas do jeito que a gente quisesse e se tornou nosso amigo também.
Eliana, Miguel Angél, um ajudante dele, Alexandre e Eu
Inevitavelmente, visitar Jerusálem é um acontecimento ligado à religião. Eu não sou um cara muito religioso, não tenho muito conhecimento bíblico e a primeira vez que fui andar sozinho por Jerusalém, já que a Lica tinha coisas pra fazer e o Ale estava em outro albergue, entrei na Basílica do Santo Sepulcro, perto do meu hostel, construída no local onde Cristo foi crucificado. Fiquei observando umas pessoas colocando a mão em uma pedra no chão e me dei conta que precisava de alguém que me explicasse o que significava aquilo e todas as outras dúvidas que com certeza iriam surgir e pela primeira vez nas minhas viagens decidi que precisava de um guia.
Ale, Lica e Eu na "nossa" pizzaria
Depois da Basílica comecei a procurar e sempre encontrava pessoas nada amigáveis que sabiam de alguém mas que me cobrava os olhos da cara pra uma ou duas horas por Jerusalém.
Lembrei então do Miguel, fui lá na pizzaria e depois de uma ligação dele já tinha uma conversa agendada praquela noite com um cara que também veio a se tornar um grande amigo, o Kais, um palestino que viveu em Paris muitos anos. Fomos tomar uma cerveja e fechei com ele por 3 dias, iríamos com o carro dele à Palestina, ao Mar Morto, Belém, algumas outras cidades históricas que ele me convenceu a conhecer e no terceiro dia faríamos um tour pelos principais locais de Jerusalém com direito às explicação dele, perguntas que eu quisesse fazer e tudo isso por um pouco mais do que os caras nas ruas pediam. Os almoços eram por minha conta mas como ele conhecia os lugares e era dali eu pagava pra nós dois pelo mesmo preço que tinha pago se fosse sozinho. E ainda eu poderia levar mais gente pelo mesmo preço, ou seja, se a Lica e o Ale quisessem ir comigo poderia rachar as despesas.
A pedra que as pessoas tocavam e que me fez procurar
um guia
Terminei o dia com mais uma animada visita à pizzaria do Miguel e na hora de ir embora ainda fomos numa espécie de confeitaria comprar uns doces típicos de Israel. O engraçado é que como estavam fechando, o cara só nos deu umas embalagens na mão e nos deixou entrar no balcão onde nos servimos à vontade, com direito a umas degustações extras, entre uma escolha e outra. Eu e a Lica fizemos a festa!
Então no outro dia cedinho partimos com o Kais pra Palestina, nosso primeiro destino do tour contratado.
Ale, Lica e Kais
Ainda não contei mas além da companhia ser agradável havia ainda um outro fator quase impossível, daquelas coisas que só acontecem em viagem. Bom, o Kais é palestino, até aí tudo normal, mas a Lica é de família judia e o Ale estudou para ser padre e depois desistiu.
Já se deram conta da situação? Eu tinha um muçulmano, uma judia e um cristão no meu círculo de amigos, que mais eu poderia querer pra começar a aprender sobre os lugares que estava visitando?
Engraçado também eram as divergências de opinião entre o Kais e a Lica a respeito do mesmo assunto e a certeza de que realmente Judeus e Palestinos tem um longo caminho pela frente até começarem a se entender.
Os árabes não conhecem o significado da palavra grátis
O convento ao fundo
Nossa primeira parada foi num mosteiro num desfiladeiro, o St George Monastery. Aqui o Alexandre aceitou a “receptividade” dos árabes que ofereceram um burro pra ele fazer o trajeto até o convento, foi engraçado o Ale tentando se explicar depois que não sabia que teria que pagar por isso. No fim e alguns “shekels” depois, (moeda israelense), ficou tudo bem.
Depois disso fomos num outro templo em Jericó, onde cristo foi tentado pelo diabo por 3 vezes, e tivemos um típico almoço palestino por lá mesmo. Jericó é considerada a cidade mais antiga ainda existente com 10.000 anos!
O dia terminou numa praia no Mar Morto, onde realmente não se consegue afundar por causa da altíssima salinidade da água. A sensação é indescritível.
O Alexandre conseguiu flutuar pela primeira vez na vida, já que ele não sabe nadar, então pra quem também não sabe e quer saber como é, a dica é essa: Venha ao Mar Morto!
O segundo dia não interessou à Lica e ao Ale então fomos só eu e o Kais pra umas cidades históricas da Palestina, uns sítios arqueológicos, mais um almoço espectacular num restaurante de um amigo do Kais e acabamos em Nablus, a primeira capital de Israel, (na visão palestina), onde eu comprei o meu cachecol igual ao do Yasser Arafat e que dias depois foi muito elogiado por uns palestinos nas ruas de Jerusalém.
O Domo da Rocha
No fim do dia, o Kais me disse que ia fazer uma coisa que não faz muitas vezes e me convidou pra ir jantar na casa dele em Jerusalém Oriental, aceitei o convite, claro, e assim pude conhecer a família do meu amigo palestino. E assim terminou mais um dia incrível por terras israelitas e palestinas!
E o dia a seguir era a cereja no topo do bolo! Iríamos finalmente fazer o tour guiado por Jerusalém e acabaríamos o dia com uma visita à Belém, onde Jesus nasceu!
Já na companhia da Lica e do Ale acordamos cedinho, café da manha no hostel, com o Ale de convidado/intruso, já que ele estava em outro hostel e, conforme combinado, encontramos o Kais num dos lugares mais incríveis e uma das edificações mais bonitas que eu já tive a oportunidade de visitar: A Mesquita de Al-Aqsa ou Domo da Rocha. Este é o local mais sagrado do Judaísmo, já que acreditam que aqui, mil anos antes de Cristo, (e antes de existir a mesquita), Salomão tenha construído o primeiro templo. É também o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos depois de Meca e Medina, na Arábia Saudita. Já dá pra entender porque Israel e Palestina não se entendem, afinal eles brigam pelo mesmo lugar sagrado e muito da discórdia desses dois povos tem a ver com este local aqui.
Essa rampa é o acesso ao único portão que pode ser usado
por um não muçulmano que queira visitar a mesquita
Hoje em dia Jerusalém está sobre domínio israelita mas este local é controlado pelos muçulmanos.
O motivo pelo qual tivemos que encontrar o Kais aqui dentro é porque só é permitida a entrada de não muçulmanos em dias específicos e através de um único portão de acesso ao local. Os muçulmanos entram por todos os outros.
Depois da mesquita fomos a um hospital europeu, suíço, se me não me engano, bem no centro de Jerusalém. O lugar mais parecia um hotel e o Kais quis ir ali pra gente continuar a nossa conversa sobre Jerusalém com um café nos jardins do hospital. Depois subimos ao teto onde tínhamos uma vista privilegiada de toda a cidade, o que facilitava a explicação. Foi uma ótima maneira de começar o dia.
Eu e Kais
Dali seguimos pra Basílica do Santo Sepúlcro e finalmente pude entender porque as pessoas tocavam a tal pedra que me fez procurar um guia, lembram? Afinal a pedra foi onde o corpo de Cristo foi lavado depois de ser retirado da cruz, por isso o ritual das pessoas.
O nosso almoço foi húmus, pra quem não sabe é talvez o prato mais típico deles, uma pasta feita com grão-de-bico que se come com pão árabe. Delicioso!
A vista do teto do hospital
Depois do almoço, conforme eu tinha combinado com o Kais, ele nos levou pra fazer compras de souvenirs e presentes pra família e teve que nos deixar por causa de um compromisso dele. Combinamos de nos encontrar no fim do dia pro nosso último destino, Belém, onde Cristo nasceu.
No restaurante do melhor húmus de Jerusalém
Ficamos então com umas horas livres só eu a Lica e o Ale, fomos tirar umas fotos pela cidade, no bairro judeu e no monte das oliveiras. Nos despedimos da Lica que ela ia no outro dia pra Jordânia, que quase foi o meu próximo destino mas… Enquanto eu estava em Israel as notícias de que o Egito estava calmo depois da queda do governo me fez repensar se não seria possível fazer a minha tão sonhada visita às pirâmides e decidi que iria tentar.
Iria pra Eilat no sul de Israel e fronteira com o Egito e a Jordânia, iria fazer uma última tentativa de pedir o visto pro Egito, se fosse negado cruzaria a fronteira pra Jordânia pra visitar Petra. Nessas conversas o Alexandre decidiu me acompanhar rumo ao Cairo!
Mas antes, já sem a Lica, fomos à Belém eu, o Ale e o Kais. Conhecer o local onde Jesus nasceu e também o muro que Israel está construindo entre eles e a Palestina.
Na volta deixamos mais um amigo pra trás, e nos despedimos do Kais.
Era nosso último dia em Jerusalém, no outro dia estaríamos de partida pra Eilat.
Belém e o muro entre Israel e Palestina
O Local onde Cristo nasceu
A estrela de prata marca o local exato onde Jesus nasceu

O muro à noite
Rumo ao Egito ou Jordânia? Não sabíamos mas com certeza muita coisa interessante ainda estava por vir…
A parte do Egito vou contar no próximo post ok? Então até a próxima!

Fotos da Viagem:
Jerusalém e Palestina

domingo, 8 de abril de 2012

Outras Viagens: Israel, Egito e, quase de graça, a parte francesa da Suíça

Grande parte das viagens que eu fiz aconteceram na Europa que desde sempre eu queria conhecer, foi pra isso que eu mudei pra Lisboa em 2002.
Acho que é quase impossível uma viagem acontecer totalmente conforme o que estava previsto mas viajar pela Europa acaba por ser fácil, já que (quase) tudo é organizado, as pessoas, na maioria dos países, falam inglês, mesmo quando não é a língua natural, e as cidades são muito turísticas, muito visitadas e consequentemente preparadas pro turismo.
Já tive diversos problemas em viagem, o que é normal, e muitas vezes acaba até por ser divertido as roubadas que acontecem, mas a viagem mais complicada que eu já fiz até agora definitivamente foi quando eu decidi sair do eixo europeu e fui pra Israel e pro Egito; mas foi uma das mais legais também!
Sempre que eu posso tento escolher a melhor época do ano pra viajar pros países que visito; nessa decisão entram vários fatores mas pra mim o clima é um muito importante e os países do Oriente Médio tem a sua temporada alta no forte do verão, mas lá “forte do verão” significa temperaturas de 50°C, é muito calor!
Inicialmente eu tinha decidido tirar férias em Abril já que minhas pesquisas davam como o melhor mês pra ir pra lá, não era alta temporada, não teria um fluxo de turistas muito forte e as temperaturas eram amenas, nem frio, nem calor demais.
Meu patrão da época, italiano, malandro, sabendo que em Abril começa a ter mais trabalho em Lisboa me diz: “Abril não pode, vai em Março, o Egito é bom em Março”, até parecia que ele era um expert em Egito… Mas fazer o que? Assim ficava decidido o mês das minhas férias.
A minha idéia inicial era ir pro Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Israel nessa ordem. Israel estava estrategicamente no fim da viagem porque, não sei se você sabe, mas a Síria e o Líbano não permitem a entrada de quem tenha qualquer indício de passagem por Israel.
Então foi assim que eu programei tudo, iria sair de Lisboa, onde eu morava nessa época, e na parte aérea entraria por Hurghada (Egito) e sairia por Tel Aviv (Israel), o restante da viagem seria todo feito por terra.
Comprei as passagens de avião e logo depois já começaram os primeiros problemas: Uns dias depois que eu comprei a passagem estorou uma revolta na Tunísia, o que viria a ser o começo de uma série histórica de revoluções populares no Oriente Médio, que derrubou os ditadores da Tunísia e Egito, acabou com a morte do também ditador da Líbia e no momento que escrevo a Síria ainda sofre com uma sangrenta revolução que também pretende derrubar o governo. Naquela mesma época a Jordânia também passou por turbulências mas a situação logo acalmou, e assim se mantém, pelo menos por enquanto.
Quem me informou dos problemas na Tunísia foi meu patrão quando, com as passagens compradas, fui confirmar minhas férias com ele. Ainda me lembro que pensei comigo, “ok, eu não vou pra Tunísia, então não tem problema”, mas o êxito dos Tunisianos em derrubar o governo acabou por “inspirar” o povo egípcio a também se rebelar contra uma ditadura que já durava 30 anos! E eu com tudo já planejado! E super empolgado por finalmente estar indo pra lá; não comentei ainda mas uma das minhas viagens de sonho era conhecer o Egito, com toda a sua história, cultura e, claro, as Pirâmides…
Mas já que na Tunísia a queda do governo acalmou o país instantaneamente, eu ficava torcendo pra que a situação no Egito se resolvesse logo e me recusava a cancelar a viagem, apesar dos conselhos dos amigos e colegas de trabalho e dos pedidos (quase) desesperados da família.
Uma certa noite, depois do trabalho, vejo no meu e-mail uma mensagem da Easyjet, a companhia aérea que eu tinha comprado as passagens, simplesmente cancelando o trecho pro Egito em virtude da instabilidade do país naquele momento, ou seja, pra alívio de todos e pra minha frustração, eu não iria mais pra lá e as Pirâmides se tornavam um sonho distante.
Como consequência disso, outro problema; eu teria que entrar por Israel, já que as outras passagens aéreas com saída de Lisboa eram muito caras.
Lembram que a Síria e o Líbano não permitem a entrada de turistas que tenham antes passado por Israel? Pois é, na verdade essa informação está incompleta; Israel, sabendo dessa situação, as vezes emite o visto numa folha a parte e portanto quando a gente deixa o país pode simplesmente jogar esse visto fora (ou esconder bem), não restando nenhum indício de que passamos por lá. Mas essas informações não eram muito precisas na internet e depois de muitas pesquisas cheguei a conclusão que realmente existia esse procedimento mas não era possível ter a certeza que meu passaporte não fosse carimbado e eu ficasse impedido de visitar a Síria e o Líbano.
Eu teria que arriscar, e assim foi… Por imposição da Easyjet mudei minha passagem de ida do Egito pra Israel. Dessa forma a ida e a volta seriam por Tel Aviv, seguindo depois pra Jordânia, Síria e Líbano.
Bye, bye Egito!
Junto com essa confusão toda um motivo pessoal, e que por ser pessoal não será tratado aqui, me fez decidir que as minhas férias que estavam programadas pra ser 35 dias pelo Oriente Médio agora seriam só 15, os outros 20 dias eu estaria no Brasil. E com isso mais uma alteração em planos, rotas e passagens!
E a quase certeza de que não haveria tempo pra fazer todos os países que eu havia programado.
Você está confuso? Que bom, se você está se sentindo confuso só de ler esse relato imagina eu vivendo e resolvendo essas situações que foram surgindo uma atrás da outra. Mas relaxa, se está confuso é porque está entendendo. É essa mesmo a sensação que eu quero passar…
Continuando… Quando viajo em baixa temporada prefiro não fazer reserva dos lugares onde vou dormir, já que o fluxo de turistas é baixo e assim posso ficar mais dias ou menos dias nas cidades por onde passo conforme o meu interesse, sem ficar preso a reservas pré-agendadas. Outro hábito que eu criei foi não levar dinheiro dos países que eu visito, chegando lá vou num caixa eletrônico e saco diretamente na moeda do país evitando despesas de câmbio desnecessárias. Mas em Israel esse meu sistema de viajar me trouxe mais um grande problema.
Mas como esse post já vai ficando um pouco longo vou continuar num próximo ok?
Mas se você leu até aqui já reparou que nesse ponto cheguei em Israel certo? Na verdade estou no Aeroporto Internacional Ben Gurion em Tel Aviv pedindo autorização para entrar em Israel e os oficiais de imigração irão se mostrar nada amigáveis.
Se quiser saber como essa viagem continua volte dentro de alguns dias pra parte 2 da minha ida à Israel e Egito.
E pra quem está se perguntando, “mas ele não tinha cancelado a viagem pro Egito?”, “e onde entra a Suíça nisso tudo?”. Pois é, tem muito ainda pra contar… Até breve!

sábado, 7 de abril de 2012

Outras Viagens


Todas as vezes que eu viajei pra qualquer lugar do mundo, a internet sempre foi uma fonte de informações importantíssima, já conhecí muitos outros viajantes que simplesmente compram a passagem e no dia marcado viajam, pouco fazem antes da viagem acontecer.
Eu já prefiro coletar o máximo de informações possíveis sobre os meus destinos e uma das melhores fontes sempre são os sites ou blogs de outras pessoas que já foram pra onde eu pretendo ir.
O Morando na Mochila é um projeto de uma futura volta ao mundo mas eu já estou na estrada a um bom tempo. Viajei muito menos do que gostaria mas acho que posso dizer que também viajei mais do que a maioria das pessoas; e essas viagens serão relatadas aqui no blog com o intuito de ajudar outros que busquem informações sobre os destinos por onde já passei. É uma espécie de devolução e agradecimento a todas as informações que eu já arranjei na rede.
Conforme já foi dito aqui, estes relatos estarão sempre sob a tag “Outras Viagens”.
Inicialmente eu havia pensado em contar as viagens anteriores por uma ordem cronológica, tipo, desde a primeira viagem que eu fiz até a última, em sequência, mas achei que talvez fosse mais interessante ir contando aleatoriamente.
Então vamos estrear o “Outras Viagens” com uma que aconteceu em Março de 2011, a mais complicada de todas que eu já fiz! E assim o próximo post será sobre a minha ida à Israel e ao Egito!
Vamos Juntos?